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Ouvir e escutar

Sandra Chaves Costa, coordenadora do Gabinete de Escuta (GE), um serviço apoiado pelo Patriarcado de Lisboa, com cerca de três anos de atividade, começa por amplificar o sentido da escuta.

“A escuta de alguém significa acolhimento, hospitalidade daquilo que ele é em luzes e sombras, aceitando-o com respeito sagrado e sem julgamento. Escuta significa compreensão. Na verdade, se há uma maneira privilegiada de se ser empático é através da escuta porque nem mesmo uma resposta pode ser considerada empática se não partir de uma escuta ativa do quanto a pessoa nos transmite e diz”.

Na expressão de Santo Agostinho «quero que tu sejas», definição de amor, entende-se o que é a escuta.

“A escuta é um ato de amor. É um ato de amor porque queremos que a pessoa que está à nossa frente, seja. E é um ato de amor também porque implica um espécie de esvaziamento de nós mesmos, que nos esqueçamos de nós e se dê protagonismo a quem escutamos”.

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